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3 de jul. de 2011

São Borja na rota do intercâmbio cultural

Em 1º de julho encerraram as inscrições para o programa de intercâmbio promovido pelo Rotary São Borja e São Borja Norte. A cidade que estava fora do esquema de intercâmbio por falta de interesse dos jovens, agora observa um aumento da procura dos estudantes pelo programa.

Sede Rotary São Borja  (Crédito: Tiago Pinto)


Os programas de intercâmbio do Rotary podem ser de curta (semanas ou alguns meses) ou longa (até um ano) duração e são intercâmbios assistidos, ou seja: a entidade dá suporte, inclusive financeiro, ao estudante para que ele possa rapidamente se adaptar aos costumes do país anfitrião. Segundo a instituição, ao todo, cerca de 8 mil jovens já participaram do intercâmbio cultural. 

Duas estudantes de São Borja, Vitória Faccin e Damiana Guimarães, estão terminando agora em julho seus intercâmbios nos Estados Unidos, onde participam de programas de estudos e aprimoramento do idioma, além de atuarem como embaixadoras da paz, título que recebem ao se tornarem intercambistas do Rotary. 

Confira no áudio abaixo a opinião do presidente do Rotary São Borja, José Osório Vieira Dutra, sobre os principais benefícios que o intercâmbio cultural pode propiciar aos estudantes.



Recentemente, São Borja estava sendo a cidade anfitriã da americana Hillary Allen, intercambista do Rotary vinda de Batavia, localizada no estado de Illinois (EUA). A estudante residiu na cidade por um ano. Veio para cá sem saber sequer uma palavra em português, mas superou a barreira do idioma e se adaptou muito bem. Inclusive assimilou os costumes gaúchos, como o gosto pelo churrasco e o chimarrão.

No vídeo, fique sabendo mais sobre as impressões que Hilary Allen teve do Rio Grande do Sul e de São Borja.




Segundo José Osório Vieira Dutra, presidente do Rotary São Borja, agora em julho mais dois estrangeiros irão residir na cidade: um jovem mexicano e um alemão. Enquanto o processo seletivo para os próximos intercambistas são-borjenses não termina, a entidade encaminha mais um estudante local para morar fora do país. Destoando um pouco do destino da maioria, o estudante está indo para as Filipinas. 

Confira no infográfico abaixo os destinos preferidos pelos brasileiros para intercâmbio.

Clique para ampliar.
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Texto, imagens, áudio e infográficos: Andressa Benites
Foto: Tiago Pinto

23 de mai. de 2011

Professores de São Borja aderem à paralisação estadual

A E.E.Fundamental Tusnelda Lima Barbosa também apoiou a paralisação dos professores. (Foto: Andressa Benites)
No dia 11 de maio o Cpers, sindicato dos professores do Rio Grande do Sul, promoveu uma paralisação para reivindicar a implementação imediata do piso salarial pelo governo do estado. A entidade estima que cerca de 70% das escolas estaduais tenham aderido ao movimento e em São Borja a paralisação teve grande apoio.


Segundo a diretora do 16º Núcleo do Cpers, Zenira Andrés Manara, a adesão das escolas estaduais são-borjenses foi de 95%. O ato foi em conjunto com o Sindicato dos Municipários, porém os professores da rede municipal de ensino não tiveram tempo de avisar os alunos e, por isso, participaram apenas das reuniões que debateram as questões da paralisação, uma vez que as prefeituras também deverão pagar o piso nacional aos professores. 

A negociação com o governo do estado vem se desenrolando desde 2008 e a paralisação ocorreu como forma de pressionar para que se agilize o mais rápido possível o pagamento do piso nacional que para esse ano foi fixado em R$ 1.187,97. O salário básico para um professor nível 1 (sem curso superior) da rede pública de ensino é de cerca de R$ 253,63.
De acordo com Zenira, de imediato não estão programadas outras paralisações. Contudo, se o governo não apresentar uma proposta de pagamento, seja imediato ou parcelado, o sindicato promete outro movimento para se fazer ouvir, como novas paralisações ou até mesmo greve geral.

Confira no áudio abaixo Zenira Manara expondo as demais reivindicações dos professores da rede pública estadual e municipal de educação.




Texto por Andressa Benites

Aulas de música nas escolas estão longe de começar em São Borja

As escolas públicas de São Borja têm encontrado dificuldade de adaptação à lei aprovada em 2008, que obriga os estabelecimentos de ensino (inclusive privados) a incluir aulas de música em suas grades curriculares.

Agosto de 2011 será a data limite para adequação das escolas que, até agora, estão sem orientação para implantar a nova disciplina e não tem previsão de quando as aulas de música irão começar.

A coordenadora do Colégio Estadual São Borja (CESB), Zilma Jacques Garcia, considera o ensino de música muito importante e acredita que a disciplina ajudaria muitos alunos que já têm aptidão, mas não tem dinheiro para pagar um professor particular. “Alguns alunos aqui já tocam algum instrumento e já têm até banda de rock. Clientela para as aulas nós temos de sobra. Temos aqui um piano que está parado, estragando. Seria bom poder utilizá-lo para dar aulas”, diz Zilma.

CESB não tem previsão para o início das aulas
(Foto de Arquivo)
Os alunos estão entusiasmados com a ideia das aulas de música. Taís Silva, aluna da escola, diz que nunca tocou um instrumento, mas acredita que as aulas sejam boas também para adquirir conhecimento teórico, tão importante quanto o prático.

Abaixo é possível escutar a opinião de Keli Marques, mãe de aluno da escola.


Texto por Andressa Benites