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23 de abr. de 2012

E o vinho brasileiro como vai?

Sofia Silva e Tamara Finardi


Parreiras da Quinta do Sino produtora do vinho Malgarim

Quando se pensa em vinhos no Brasil podemos ligar aos descendentes italianos e ao sul do país, há sim, uma coerência, porém, o vinho já era degustado em terras brasileiras bem antes dos italianos chegarem por aqui. A necessidade de consumo do vinho em rituais católicos foi um fator estimulante para os jesuítas produzirem na região dos Sete Povos das Missões

Os italianos vieram depois e alargaram a produção, porém, ouve-se falar sobre os vinhos brasileiros? Brasileiro consome vinho feito aqui? No início do primeiro semestre de 2012 o Governo publicou a averiguação da “necessidade da aplicação de medidas de salvaguarda sobre as importações brasileiras de vinho".

Essa medida tem como objetivo proteger o produto nacional a partir do aumento de imposto ao vinho importado dos atuais 27% para 55%. Após uma semana o Ibravin (Instituto Brasileiro do Vinho) publicou seu reforço ao governo sobre o desejo de Salvaguarda e houve quem se posicionasse contrário.

Cirro Lilla, Presidente das Importadoras Mistrai e Vinci, comentou no site oficial da empresa que “algumas das medidas adotadas recentemente, como o malfadado selo fiscal, atingem fortemente os pequenos produtores nacionais. Vale repetir que estes deveriam ter um papel importante no panorama vinícola nacional, uma vez que não existe país com alguma relevância no mundo do vinho onde o mercado seja dominado por apenas alguns grandes produtores.”

Para entender um pouco mais de como a situação do vinho brasileiro ficaria aqui na região fronteiriça, assista o vídeo em que as repórteres Sofia Silva e Tamara Finardi visitaram a vinícola que produz o vinho Malgarim, em São Borja, e conversaram com a sócia de uma casa de vinhos na cidade de Santo Tomé:





Perspectiva da Safra Orizícola

Afinal, o produtor sofre ou não com a queda da safra do arroz?

Alane Braga
Pâmela Faustino

A perspectiva da safra orizícola 2011/2012, de São Borja, é de que haja uma redução de 15 a 20% da quantidade de arroz em relação a anterior, porque essa conta com recursos advindos do Governo Federal o que garante o preço do mesmo e consequentemente contribui com os investimentos feitos pelos produtores.

Segundo o presidente da Associação dos Arrozeiros de São Borja (AASB), Magno Bastiani, além dos investimentos de produtores que começaram a investir em armazenagem o que gerou perda de produtos devido ao pouco estoque em vista da supersafra, os fatores que contribuíram para a redução da safra são “a descapitalização do produtor, que investiu menos em tecnologia, os níveis dos reservatórios que estavam muito baixos e fez com que houvesse menos plantações, no decorrer do ciclo a seca se agravou e ocorreram frios fora de época, pegando lavouras em fase produtivas”.

Para o chefe do 8º Núcleo de Assistência Técnica do IRGA, Edson Prado, “o produtor esta sentido que para garantir o preço do arroz, ele tem que ter lugar para armazenar o produto. Muitos produtores já estão construindo sinos para armazenar toda a safra ou boa parte dela, eu acredito que São Borja, já deve ter cerca de 40% de armazenagem própria”.

No entanto, garantir o preço do arroz está além do alcance dos orizicultores. Pensando na atual situação da orizicultura no Rio Grande do Sul, o Governo Federal anunciou a liberação de R$ 737 milhões em recursos, que serão aplicados para apoiar a comercialização do cereal, o que irá garantir o preço mínimo do arroz.

Prado explica a situação da safra atual, “esta safra está dentro do preço mínimo do arroz, de R$ 25,80 que é em torno de R$25 e R$26. Mas, ainda assim, está a baixo do valor de produção, este valor hoje deve estar em torno de R$30“.

Portanto, com a redução da nova safra em comparação a anterior e com os recursos vindos do Governo a tendência, este ano, é que os produtores consigam valorizar o plantio do arroz, obtendo o devido lucro nesta atividade que movimenta grande parte da economia do município.

Ainda de acordo com Bastiani, presidente da AASB, a orizicultura move cerca de 60% da economia de São Borja. Essa cultura teve a sua origem na cidade com a vinda de imigrantes alemães e italianos que estabeleceram suas lavouras no interior.

Confira agora o vídeo que conta mais sobre a história de uma família pioneira na plantação de arroz:








22 de abr. de 2012

O comércio argentino atrai consumidores brasileiros

O valor da moeda argentina faz convite aos consumidores brasileiros, que procuram economizar 
com alimentos, produtos de higiene e roupas.

João Ricardo Ribeiro

A nossa equipe foi visitar os hermanos argentinos e analisamos muitos outros produtos. Além da comida, as roupas, como mostramos no infográfico, também chamam bastante atenção pelo preço. Com a cotação do peso em baixa e os impostos pequenos sobre a indústria têxtil, os preços possuem muitas vezes uma diferença significativa. Encontramos camisas por $59,00 pesos (a margem da terceira semana de maio apontou o real valendo $2,41 pesos), blusa feminina por $70,00. Mas ao que tudo indica, os sapatos não acompanham a venda das roupas. Um sapato feminino custa em torno de $370,00 pesos, o que representa em reais R$154,00 – a média da indústria brasileira. Um par de botas custa em torno de $300,00 pesos.

Em relação aos produtos eletrônicos, foi unânime. Todos os participantes da enquete afirmaram preferir comprá-los no Brasil, devido às taxas equivalentes. As perfumarias são outro grande atrativo na região. Desde produtos de higiene à perfumes de marca, os preços atraem os compradores brasileiros. Entretanto, no final das contas, a comida é o item mais procurado e ninguém pode voltar para casa sem uma caixa de alfajor.

Veja o infográfico (clique para ampliar):